segunda-feira, 11 de maio de 2009

Vêm aí (pormenor) ou «Com papas e bolos...»

Confesso que só quando editei uma foto do post anterior me dei conta...
Tenho, a meu favor, o facto de não ter tocado em um único bolo nem numa gota da bebida oferecida...
Hoje voltei para tirar uma foto ao pormenor do painel, que aqui vos deixo (a parte a vermelho foi acrescentada por mim, claro)

Não, o lugar das bicas não estava a cair aos bocados. Não, os canos não são em ouro. Não, o que corre não é vinho. Sim, algumas pessoas continuavam a usar o tanque para lavar roupa e, tanto quanto sei, não corriam perigo. Sim, está um bocadinho mais bonito - sobretudo a cobertura. Sim, estou disposta a fazer o mesmo trabalho por metade do preço...

sábado, 9 de maio de 2009

Vêm aí!



Vêm aí as inaugurações, digo, as eleições.

Eram 15h quando o primeiro foguete rebentou no ar.

Um dos cães irrompeu pela casa, a ladrar. Ah! A inauguração das bicas! Peguei no «convite» que fora deixado na caixa de correio ( na minha e na de tod@s @s outr@s morador@s da aldeia). Não, devia ser outra coisa porque a inauguração estava marcada para as 15h30'...
Meti-me no carro e fui ver. O povo afluía mas as pessoas «importantes» (leia-se «elegíveis») ainda não tinham chegado. Então percebi: os foguetes destinavam-se a lembrar @s mais distraíd@s de que estava quase... mas ainda tinham 30' para colocarem a roupinha de ver a Deus e chegar ao local. As mesas já estavam postas...
Confirmei a hora oficial do grande evento, enquanto as pessoas continuavam a chegar.
Tinha até direito a fotógrafo, que prontamente começou a apontar a objectiva para as bicas, apanhando-as de diversos ângulos (eu cá, escolhi um picado).

E as pessoas continuavam a chegar e a juntar-se em cavaqueira - mas atenção, que aqui é tudo genet séria e não há misturas: os homens ficavam num lado, em cima, e as mulheres no outro, em baixo.
Pois 'tá claro!


Umas (as da aldeia) chegavam a pé e outras (as da vila) de carro. A cilindrada dos carros que chegavam ia aumentando e eu resolvi voltar para casa, antes que chegasse o Presidente da Câmara...
As eleições são muito boas para o meu país!
Eu gosto muito das eleições!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

«Foi assim...»

Andava eu a fotografar o casario...

Quando passou um par dos muitos estudantes trajados que salpicavam a cidade de cartolas e bengalas coloridas. Achei que seria um bom ângulo para fotografar, posto que não se viam os rostos:

Mas um dos cavalheiros que se encontrava na esplanada por trás, talvez pensando que era a ele que eu queria fotografar, brindou-me com uma mímica conhecida, acompanhada por uma banda sonora bem portuense (na pronúncia, quero eu dizer, embora se diga que o conteúdo também é típico de lá). Ou talvez ele quisesse que eu o fotografasse. E eu fiz-lhe a vontade...

quem vai atravessa o rio...


quarta-feira, 6 de maio de 2009

sentimental journey

Gonna take a Sentimental Journey,
Gonna set my heart at ease.
Gonna make a Sentimental Journey,
to renew old memories.

Got my bags, got my reservations,
Spent each dime I could afford.
Like a child in wild anticipation,
I Long to hear that, "All aboard!"

Seven...that's the time we leave at seven.
I'll be waitin' up at heaven,
Countin' every mile of railroad
track, that takes me back.

Never thought my heart could be so yearny.
Why did I decide to roam?
Gotta take that Sentimental Journey,
Sentimental Journey home.
Sentimental Journey.





quinta-feira, 30 de abril de 2009

1 de Maio






Lisboa, 1 de Maio de 1974











terça-feira, 28 de abril de 2009

volto um dia destes...

Três velhinhas conversavam amenamente, na sala de professores:
- Acho que estou a ficar esclerosada -confidenciou uma delas-. Ontem estava com a vassoura na mão e não me lembrava se já tinha varrido a casa ou não.
- Isso não é nada - disse a outra - há dias, vi-me de pé, ao lado da cama, de camisa de noite, e não sabia se tinha acabado de acordar ou estava a preparar-me para dormir.
- Cruz credo! - exclamou a terceira- Deus me livre de ficar assim! - E deu três batidinhas na mesa: toc-toc-toc. Olhou para a cara das outras e calmamente emendou: - Esperem um pouco que eu já volto! Parece que está alguém a bater à porta!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Sabe o que é.....?

(Nota prévia: porque já por aqui tive «tresleitor@s», vou já avisando que o texto que se segue pretende ser irónico!)

Sabe o que é um «homicídio gay»?
Eu também não. Continuei sem saber, mesmo depois de ler, no Público (leu bem, não foi no Correio da Manhã nem n' O Crime nem no 24 Horas), a notícia que tem como título «brilhante»: «O travesti e o comerciante chinês: a história do segundo homicídio gay no país em três dias».
Lida a notícia, ficaram-me algumas dúvidas:
- O que é um homicídio gay?
- Quantos homicídios hetero houve, no mesmo período? E quantos lésbicos? E quantos bi? E quantos trans? E quantos metro? E quantos «nem carne nem peixe»? (roubei a eloquente e elegante expressão ao articulista)
- José Bento Amaro é gayfóbico?
- Onde aprendeu José Bento Amaro a escrever?
  • repare-se como troca as ordens nesta «sóbria» passagem: «[...] “Não, não acredito que o rapaz tenha morto ninguém”, disse uma funcionária de um estabelecimento comercial localizado no rés-do-chão do mesmo prédio que alberga a Residencial Ipanema, a mesma onde vítima e suspeito residiam, o primeiro em permanência, o segundo, supostamente, até realizar os negócios de roupa que haveria de levar para a sua loja nos Açores».
  • repare-se na pertinência das informações e no fino recorte da linguagem: «o suspeito também foi apontado como alguém que “não é carne nem é peixe, é uma coisa estranha que veste umas calças esquisitas e tem rabo-de-cavalo”. »; «o casal de empregados de serviço abanou a cabeça, em simultâneo, por duas vezes, dizendo que não falava português e que não sabia o que se passara na rua, na quinta-feira, e depois, como uma equipa de natação sincronizada, virou costas e manteve-se imóvel, de cabeça baixa.»;

Bem, talvez os mais inteligentes consigam perceber o que é um homicídio gay, posto que, para que melhor se entenda, o jornalista fez o favor de dar outro exemplo:

«Este homicídio, supostamente resultante de desavenças após actos sexuais entre a vítima e o autor, foi o segundo crime do género ocorrido no espaço de três dias em Portugal. Na terça-feira, em Carriço, Pombal, um manobrador de máquinas atou e amordaçou o companheiro, com quem vivia, e de seguida abateu-o com dois tiros de pistola.»

UF! Pelo menos fiquei a saber que um homicídio gay não é atirar gasolina para cima de uma pessoa e atear-lhe fogo. Também pode ser com pistola.

E fiquei a saber outra coisa: os gays não dão socos nem chapadas, nem pontapés: isso não é suficientemente violento para um gay, a julgar pelo discurso deste iluminado jornalista: «Embora em Portugal não existam estatísticas sobre violência doméstica entre casais do mesmo sexo, os crimes que envolvem homossexuais, quase sempre, [são]revestidos de grande violência.».

Mas o homem é parvo, ou faz-se?! Então se na maior parte das vezes ninguém sabe dos socos que os maridos dão às mulheres (ou vice-versa), porque se iria saber da violência que ocorre no seio dos casais do mesmo sexo?

Mas, desejoso de nos manter informados, o jornalista aponta outro caso «recente»: «No início da década de 1990, os ciúmes levaram um homem a atear fogo ao namorado, a metê-lo numa mala de viagem e a lançá-la para o café decrépito e há muito encerrado na retaguarda da Fonte Luminosa, na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa.».

Ora aí está: quando um homem imola uma mulher ou vice-versa, tem o decoro de não a/o atirar para um café decrépito. Francamente! Um café decrépito e, sublinhe-se, « há muito encerrado na retaguarda da Fonte Luminosa, na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa.»! É mesmo coisa de gay!

* * * *

A boa notícia é que houve comentadores que se insurgiram contra este mau exemplo de jornalismo.

A má notícia são os outros comentadores...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ADIVINHA


Qual a semelhança entre a Mafaldinha e José Sócrates?



Se respondeu
-«Ambos detestam sopa»
... ERROU!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

coisas do passado

O M era um rapaz lindo, doce e, por acaso, louro. Ela... já não me lembro... mas caíra nas nossas boas graças. Ele militava num partido de esquerda. Ela chegara depois ao grupo, levada por ele. Envolvia-se menos. Ele era estudante universitário. Ela... já não me lembro.
Um dia descobrimos que ele era de uma família muito rica. Tão rica, que ameaçara pô-lo fora de casa, se não acabasse imediatamente o namoro com «aquela».
E ele saíu de casa.
Deixou de estudar e andava à procura de emprego. Nós tínhamos, de certa forma, «apadrinhado» aqueles romeu-e-julieta do século XX.

Era fim do dia. Estávamos no bar do Apolo70. Não sei porque carga de água estávamos lá, nesse fim de dia. O M também estava; a «julieta» não. Então, o L disse que podia arranjar um bom emprego ao M.
Animou-se o nosso amigo.
- Onde? Conta!
- Primeiro tens de dizer se queres!
- Mau! como é que vou saber se quero, se não sei o que é?
Se não foi assim que o M respondeu, foi parecido. Já não me lembro da conversa que se seguiu imediatamente, só me lembro que se precipitou da divertida estranheza para a receosa incredulidade. Só me lembro de, após muitas e diversificadas hipóteses que fomos atirando, ter balbuciado, em tom de quem desde já pede desculpa pelo disparate:
- Na PIDE?!
E lembro-me do silêncio que se fez. Lembro-me de como nos levantámos, quase sincronizados, à excepção do L, e nos dirigimos para a saída. Lembro-me de ainda o ter ouvido dizer:
- É pá, mas eu não entrego os amigos!
L. desapareceu. Só depois disto nos apercebemos de que ninguém sabia - nem nunca indagara - de onde lhe vinha o dinheiro para a mota que, já ao tempo, era uma bomba; para as rodadas que insistia em pagar; para as viagens que dizia fazer.
L. desapareceu e nós ficámos, não sei quanto tempo, à espera que nos aparecessem uns indivíduos soturnos a bater à porta, a invadir a casa, a despejar gavetas, a arrastar-nos, pelo breu da noite, para o fundo do silêncio... Pela minha parte, creio que os esperei até ao dia 25 de Abril...

Numa das minhas recentes idas a Lisboa, julguei ter visto L., no café que mais frequentávamos. Primeiro, reparei na criança que o acompanhava. Só depois dei com a familiaridade do rosto do adulto que lhe segurava a mão.
Desviei rapidamente o olhar, no receio de confirmar esse reconhecimento.
Creio que ele agradeceu.

tudo se transforma...




quarta-feira, 22 de abril de 2009

;-)

HÁ SÓ UMA TERRA


(ele não tem só coisas más)





terra há só uma

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O preço certo

MJ, creio que era também disto que falavas...


OK, chamem-me desmancha-prazeres! Eu aceito :-(

domingo, 19 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009


En 2009, six ans après la sortie de The Living Road, Lhasa nous revient avec un album intitulé simplement Lhasa. Dès la première écoute, ce titre prend tout son sens. Écrit et réalisé par Lhasa, enregistré sur bande analogique, ce troisième album témoigne de la maturité de son auteur-compositeur-interprète et réalisateur. L’échange entre les musiciens et la chanteuse est palpable et transparaît dans les changements subtils d’intensité et de tempo.

Oscillant entre country et gospel, entre blues et folk, les mélodies sont familières, modernes, éternelles. Les textes, en anglais, sont limpides et imagés. Le jeu des musiciens, à la fois sobre et texturé, laisse toute la place à la voix claire et lumineuse de la chanteuse.

Lhasa est une musicienne à part. Caméléon tout en restant toujours elle-même, elle tisse avec sa voix un univers poétique unique porté par son charisme, son intégrité et ses convictions.

Lhasa trouve tranquillement sa place et s’affirme petit à petit comme l’une des artistes les plus fascinantes de sa génération.

"Lhasa", album disponible chez Warner Music le 20 avril. L'artiste sera en tournée à partir de l'automne 2009 et à l'Olympia (Paris) le 19 octobre.