quinta-feira, 28 de maio de 2009

Quem engatou a marcha-atrás na democracia?!

Isto está a recuar a uma velocidade vertiginosa!
Clique para aumentar, por favor.


quarta-feira, 27 de maio de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

ou vice-versa?

Comigo é mais vice-versa; gosto do que faço, mas cansa-me muito....

Grigory Sokolov

partilho o que foi comigo partilhado





sexta-feira, 22 de maio de 2009

sei um ninho

Quem sabe que espécie de passarinhos se esconde nestes ovos?

criatividade e educação

»Se não estivermos preparad@s para errar, nunca criaremos, nunca tocaremos a novidade»

sinais dos tempos...

sábado, 16 de maio de 2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

edson cordeiro!

Uma mulher não é de ferro.

Depois de consultas médicas, depois de exames médicos, depois de nos dizerem que precisamos de emagrecer, o que é que apetece, o que é?
Comer!
Pelo menos comigo, é assim que funciona.
E depois há uns antros de perdição a que não consigo resistir, por mais que uma vozinha me diga «Não vás por aí». Débil vozinha, esta, que não se consegue sobrepor ao apelo que me chega das vitrinas, nem ao chamamento agridoce que escorre pelas prateleiras cheias de frasquinhos e caixinhas...
Desta vez, foi a forma do boião, mais a cor e textura do conteúdo, coroados pelo nome da iguaria...

«Le Lacrime di...») Aproximei-me para conseguir ler o resto:

«...vino Moscato d'Asti DOCG». Só podia ser bom!
«Com foie gras é uma combinação divina», atirou a senhora detrás do balcão, com um ar convicentemente guloso.
«Evito comer foi gras, desde que soube como é feito; é uma questão de princípio...»
«Com queijo, com gelado, com saladas de frutas, patés...»
Nem teria sido necessário a senhora dizê-lo, pois eu já pensara nisso e já estava convencida.
E cá vim, com a minha preciosidade.

Chegada a casa, as «lágrimas» chamaram pelos queijos.
Tinha ainda um resto de queijo de ovelha de Seia.

Como sugeriam queijos de pasta mole ou curados, de ovelha ou de vaca, apeteceu-me Caprice des Dieux. E lá fui para o super.

E, para aliviar a má consciência, trouxe também um Cheddar com valor baixo de gorduras e rico em Omega3...
Depois, lembrei-me de como gostara do Bresse Bleu com pão de limão... Devia combinar bem com as «lágrimas».
Ao lado, havia um Bavaria Blu que também não devia ir mal.

Um dia não são dias, caramba, e aquele paté de cogumelos estava a chamar por mim... Partindo do princípio de que os porcos que no-lo legaram tiveram uma vida feliz e uma morte indolor, lá pedi uma tira.
Com este tipo de acompanhamentos, gosto de um pão com menos sabor. Nestas alturas, a baguette marcha bem.

Claro que tudo isto estava mesmo a pedir um sauternes mas não se justificava abrir uma garrafa grande só para mim, pelo que acabei por colocar no frigo uma Quinta da Alorna, colheita tardia.

Bem!....
Mais não digo, que ainda estou a fazer a digestão!...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Vêm aí (pormenor) ou «Com papas e bolos...»

Confesso que só quando editei uma foto do post anterior me dei conta...
Tenho, a meu favor, o facto de não ter tocado em um único bolo nem numa gota da bebida oferecida...
Hoje voltei para tirar uma foto ao pormenor do painel, que aqui vos deixo (a parte a vermelho foi acrescentada por mim, claro)

Não, o lugar das bicas não estava a cair aos bocados. Não, os canos não são em ouro. Não, o que corre não é vinho. Sim, algumas pessoas continuavam a usar o tanque para lavar roupa e, tanto quanto sei, não corriam perigo. Sim, está um bocadinho mais bonito - sobretudo a cobertura. Sim, estou disposta a fazer o mesmo trabalho por metade do preço...

sábado, 9 de maio de 2009

Vêm aí!



Vêm aí as inaugurações, digo, as eleições.

Eram 15h quando o primeiro foguete rebentou no ar.

Um dos cães irrompeu pela casa, a ladrar. Ah! A inauguração das bicas! Peguei no «convite» que fora deixado na caixa de correio ( na minha e na de tod@s @s outr@s morador@s da aldeia). Não, devia ser outra coisa porque a inauguração estava marcada para as 15h30'...
Meti-me no carro e fui ver. O povo afluía mas as pessoas «importantes» (leia-se «elegíveis») ainda não tinham chegado. Então percebi: os foguetes destinavam-se a lembrar @s mais distraíd@s de que estava quase... mas ainda tinham 30' para colocarem a roupinha de ver a Deus e chegar ao local. As mesas já estavam postas...
Confirmei a hora oficial do grande evento, enquanto as pessoas continuavam a chegar.
Tinha até direito a fotógrafo, que prontamente começou a apontar a objectiva para as bicas, apanhando-as de diversos ângulos (eu cá, escolhi um picado).

E as pessoas continuavam a chegar e a juntar-se em cavaqueira - mas atenção, que aqui é tudo genet séria e não há misturas: os homens ficavam num lado, em cima, e as mulheres no outro, em baixo.
Pois 'tá claro!


Umas (as da aldeia) chegavam a pé e outras (as da vila) de carro. A cilindrada dos carros que chegavam ia aumentando e eu resolvi voltar para casa, antes que chegasse o Presidente da Câmara...
As eleições são muito boas para o meu país!
Eu gosto muito das eleições!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

«Foi assim...»

Andava eu a fotografar o casario...

Quando passou um par dos muitos estudantes trajados que salpicavam a cidade de cartolas e bengalas coloridas. Achei que seria um bom ângulo para fotografar, posto que não se viam os rostos:

Mas um dos cavalheiros que se encontrava na esplanada por trás, talvez pensando que era a ele que eu queria fotografar, brindou-me com uma mímica conhecida, acompanhada por uma banda sonora bem portuense (na pronúncia, quero eu dizer, embora se diga que o conteúdo também é típico de lá). Ou talvez ele quisesse que eu o fotografasse. E eu fiz-lhe a vontade...

quem vai atravessa o rio...


quarta-feira, 6 de maio de 2009

sentimental journey

Gonna take a Sentimental Journey,
Gonna set my heart at ease.
Gonna make a Sentimental Journey,
to renew old memories.

Got my bags, got my reservations,
Spent each dime I could afford.
Like a child in wild anticipation,
I Long to hear that, "All aboard!"

Seven...that's the time we leave at seven.
I'll be waitin' up at heaven,
Countin' every mile of railroad
track, that takes me back.

Never thought my heart could be so yearny.
Why did I decide to roam?
Gotta take that Sentimental Journey,
Sentimental Journey home.
Sentimental Journey.





quinta-feira, 30 de abril de 2009

1 de Maio






Lisboa, 1 de Maio de 1974











terça-feira, 28 de abril de 2009

volto um dia destes...

Três velhinhas conversavam amenamente, na sala de professores:
- Acho que estou a ficar esclerosada -confidenciou uma delas-. Ontem estava com a vassoura na mão e não me lembrava se já tinha varrido a casa ou não.
- Isso não é nada - disse a outra - há dias, vi-me de pé, ao lado da cama, de camisa de noite, e não sabia se tinha acabado de acordar ou estava a preparar-me para dormir.
- Cruz credo! - exclamou a terceira- Deus me livre de ficar assim! - E deu três batidinhas na mesa: toc-toc-toc. Olhou para a cara das outras e calmamente emendou: - Esperem um pouco que eu já volto! Parece que está alguém a bater à porta!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Sabe o que é.....?

(Nota prévia: porque já por aqui tive «tresleitor@s», vou já avisando que o texto que se segue pretende ser irónico!)

Sabe o que é um «homicídio gay»?
Eu também não. Continuei sem saber, mesmo depois de ler, no Público (leu bem, não foi no Correio da Manhã nem n' O Crime nem no 24 Horas), a notícia que tem como título «brilhante»: «O travesti e o comerciante chinês: a história do segundo homicídio gay no país em três dias».
Lida a notícia, ficaram-me algumas dúvidas:
- O que é um homicídio gay?
- Quantos homicídios hetero houve, no mesmo período? E quantos lésbicos? E quantos bi? E quantos trans? E quantos metro? E quantos «nem carne nem peixe»? (roubei a eloquente e elegante expressão ao articulista)
- José Bento Amaro é gayfóbico?
- Onde aprendeu José Bento Amaro a escrever?
  • repare-se como troca as ordens nesta «sóbria» passagem: «[...] “Não, não acredito que o rapaz tenha morto ninguém”, disse uma funcionária de um estabelecimento comercial localizado no rés-do-chão do mesmo prédio que alberga a Residencial Ipanema, a mesma onde vítima e suspeito residiam, o primeiro em permanência, o segundo, supostamente, até realizar os negócios de roupa que haveria de levar para a sua loja nos Açores».
  • repare-se na pertinência das informações e no fino recorte da linguagem: «o suspeito também foi apontado como alguém que “não é carne nem é peixe, é uma coisa estranha que veste umas calças esquisitas e tem rabo-de-cavalo”. »; «o casal de empregados de serviço abanou a cabeça, em simultâneo, por duas vezes, dizendo que não falava português e que não sabia o que se passara na rua, na quinta-feira, e depois, como uma equipa de natação sincronizada, virou costas e manteve-se imóvel, de cabeça baixa.»;

Bem, talvez os mais inteligentes consigam perceber o que é um homicídio gay, posto que, para que melhor se entenda, o jornalista fez o favor de dar outro exemplo:

«Este homicídio, supostamente resultante de desavenças após actos sexuais entre a vítima e o autor, foi o segundo crime do género ocorrido no espaço de três dias em Portugal. Na terça-feira, em Carriço, Pombal, um manobrador de máquinas atou e amordaçou o companheiro, com quem vivia, e de seguida abateu-o com dois tiros de pistola.»

UF! Pelo menos fiquei a saber que um homicídio gay não é atirar gasolina para cima de uma pessoa e atear-lhe fogo. Também pode ser com pistola.

E fiquei a saber outra coisa: os gays não dão socos nem chapadas, nem pontapés: isso não é suficientemente violento para um gay, a julgar pelo discurso deste iluminado jornalista: «Embora em Portugal não existam estatísticas sobre violência doméstica entre casais do mesmo sexo, os crimes que envolvem homossexuais, quase sempre, [são]revestidos de grande violência.».

Mas o homem é parvo, ou faz-se?! Então se na maior parte das vezes ninguém sabe dos socos que os maridos dão às mulheres (ou vice-versa), porque se iria saber da violência que ocorre no seio dos casais do mesmo sexo?

Mas, desejoso de nos manter informados, o jornalista aponta outro caso «recente»: «No início da década de 1990, os ciúmes levaram um homem a atear fogo ao namorado, a metê-lo numa mala de viagem e a lançá-la para o café decrépito e há muito encerrado na retaguarda da Fonte Luminosa, na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa.».

Ora aí está: quando um homem imola uma mulher ou vice-versa, tem o decoro de não a/o atirar para um café decrépito. Francamente! Um café decrépito e, sublinhe-se, « há muito encerrado na retaguarda da Fonte Luminosa, na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa.»! É mesmo coisa de gay!

* * * *

A boa notícia é que houve comentadores que se insurgiram contra este mau exemplo de jornalismo.

A má notícia são os outros comentadores...

sábado, 25 de abril de 2009