domingo, 30 de novembro de 2008

«felizmente não morreram portugueses»

Não se assustem, estava mesmo só a citar. Quando este cavalheiro abre a boca ou entra bolo-rei ou sai disparate. Felizmente que o Natal está próximo...


As primeiras palavras que ouvi ao presidente da república portuguesa, a propósito dos ataques terroristas na Índia, foram: «Felizmente não morreram portugueses!» Mais uma vez (depois de demasiadas vezes), eu não queria acreditar. Aliás, eu queria acreditar que era uma montagem dos gatos fedorentos. Infelizmente para nós, com este senhor nem há necessidade de montagens...



sábado, 29 de novembro de 2008

Batata doce com queijo de cabra...


UMA D-E-L-Í-C-I-A

AGORA VENHAM DIZER QUE SÓ NÓS É QUE SOMOS RACIONAIS. Reparem nesta curiosidade e metodologia de investigação:

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(Cá para mim, é uma gata...)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

assim alivio o meu strek

e assim encho os vizinhos de strek.
Agora o que eu queria mesmo, mesmo, era dar um concertos destes para a lurdinhas... durante 12h sem intervalo. eheheheheh
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

mais do mesmo!!!!

Não tive ainda oportunidade de confirmar a veracidade, mas aqui fica o alerta - confesso que não me surpreende se for verdade...
(recebido por mail)

Isto é uma sem vergonha!!!

Deputados a prof. titular

Os deputados do PS estão contra nós, mas querem ser titulares sem porem os pés na escola.
Que VERGONHA!
Retirado da Ordem Trabalhos hoje ME / Plataforma:
Ponto 8. Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública, Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.
Agora é que não percebo nada!
Mas agora já se pode 'atingir o topo'... mesmo estando 'fora' da escola?
Todas as mudanças que o ME quis fazer não foi para acabar com 'isso'?
Não ia ser titular apenas quem provasse, 'no terreno', a sua excelência?
Dizem uma coisa, fazem outra... a toda a hora!
Depois de se terem 'esquecido' dos que antes estiveram nessas funções, no primeiro concurso....: mais um concurso extraordinário? ou só conta daqui para a frente, e os «tristes» que ficaram para trás?
Tem que ser o tribunal a dar-lhes razão?
O novo 4º escalão será, provavelmente, para os 'Professores-titulares-avaliadores'.
Deste modo, cria um 'estatuto' diferente para quem é avaliador e foge às incompatibilidades de avaliador e avaliado concorrerem às mesmas cotas.
Quantos chegaram a titular por haver uma vaga na escola e não ter mais ninguém a concorrer, no entanto escolas houve em que colegas com quase o dobro dos pontos não acederam a PT porque não havia vaga, e com isto só quero dizer e afirmar da injustiça desta peça, monstruosamente montada e maquiavelicamente posta em prática que é a dos professores titulares.
Esta proposta do PM é inaceitável.
Espero que professores e sindicatos estejam bem conscientes desta proposta que é verdadeiramente ofensiva, para não dizer outra coisa!
Tenhamos dignidade e não nos deixemos vender.
Esta é das respostas mais repugnantes jamais feitas por um governo.
Oferecem tachos a sindicalistas, boys e girls das direcções gerais dos vários ministérios, há uma tentativa de oferecer aos professores avaliadores um 'acesso' ao 4º escalão de titular.
*Chegámos ao limite da indecência e a resposta só pode ser uma*: revisão do ECD, anulação da divisão da carreira e combate total a esta avaliação.

DEVEMOS OBRIGAR OS SINDICATOS A REJEITAR LIMINARMENTE ESTAS PROPOSTAS!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA


as TIC e os clássicos

Assisti, ontem à noite, a uma parte do debate no «Prós e Contras». Raramente consigo aguentar um até ao fim, já pelos convidados, já pela apresentadora (Credo!). Assisti, pois, ao início e tive pena de ouvir o professor de filosofia a dizer que se usasse as TIC estupidificava...
Pessoalmente não vejo incompatibilidade entre o uso das TIC e o ensino/aprendizagem da filosofia. Vejo, sim, incompatibilidade entre aulas magistrais (centradas no professor) e os alunos do século XXI. Mas estas coisas, como ficou provado, não se mudam por despacho. Temos uma longa história de prática do «magister dixit» e, agora, contrariar isso, é cá uma trabalheira...
Será que esse professor não se sente na obrigação de mostrar aos alunos como se investiga na net, por exemplo? Será que nunca lhe ocorreu levar um filme para a aula e visioná-lo criticamente com os alunos? Debatê-lo, com os alunos? Será que considera que isso estupidifica?
Não se infira que eu estou a favor do modelo de avaliação...
Sou a favor da avaliação de docentes, sempre que isso implicar uma melhoria de qualidade de vida para os intervenientes no processo de ensino/aprendizagem e que seja desenvolvido de forma cientificamente aceitável e eticamente justa.
E sou a favor de que nós, docentes, acertemos passo não pelo ontem, nem pelo hoje, mas pelo amanhã - de forma crítica, claro. Não basta ao futuro ser futuro para ser bom ou mau.
E sou a favor da introdução das TIC nas aulas, para que os jovens desenvolvam um olhar crítico sobre estes novos meios e deixem de ser receptores passivos.
E sou contra os «velhos do Restelo». Cada vez mais!

o jogo das diferenças

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Entre este filme e a realidade portuguesa há 3 diferenças. Será capaz de as encontrar?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

se eu fosse galinha também não gostava....

domingo, 23 de novembro de 2008

O Currículo da ministra.

Muito se tem dissertado sobre o currículo da senhora que ocupa, actualmente, o cargo de Ministra da Educação.


Dizem que há dois aspectos que a senhora ocultou do seu currículo:


1. Ter sido professora de José Sócrates - presentemente primeiro ministro de Portugal, mas cujo currículo de engenheiro tem sido contestado, nomeadamente pela forma como, alegadamente, terá obtido classificação a disciplinas que não frequentou.


2. Ter frequentado o magistério primário, depois de ter concluído o 9º ano.

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Não sei se é verdade. O confronto com o currículo oficial de José Sócrates, no portal do governo, não nos permite ver da probabilidade de este ter sido «discípulo» da dita. Porém, do currículo da referida senhora, que foi tornado público, aqui e aqui, por exemplo, podemos verificar que, tendo a senhora nascido em 1956, só em 1980 (com 24 anos) iniciou a sua licenciatura. Eu, que também sou de 1956, iniciei a minha em 1973...
Justiça lhe seja feita: Ao contrário do que se diz, a senhora foi avaliada «como docente» Mas foi avaliada segundo os critérios do ensino superior politécnico, muito diferentes dos que a senhora deseja aplicar aos restantes professores. Também vos digo que o modelo de avaliação do ensino superior é uma

As chamadas «Provas de Aptidão Pedagógica/Capacidade Científica» são uma aberração e qualquer professor que tenha passado por um estágio ou uma profissionalização ou prática pedagógica ficaria arrepiado com o que por lá se vê. Salvo honrosas excepções, no superior saber de didáctica e de pedagogia é... uma inutilidade; preocupar-se com questões de didáctica e de pedagogia é... uma vergonha. O Professor debita e o aluno, se quiser, que tente aprender ou vá para um explicador....´

Desde o início que foi para mim óbvio que esta senhora, dita ministra da educação, nada percebia de avaliação. Só lamento que ela achincalhe o país, mostrando essa ignorância desavergonhadamente.

E, pior, que a imponha - é o futuro do país que está em jogo, meus senhores e minhas senhoras. Queremos mais casas «lindas» como as projectadas pelo já referido engenheiro? Queremos médicos que matam em vez de curar? Queremos professores que preenchem papéis em vez de leccionarem? Então... estamos no bom caminho, com esta ministra mais este vendedor do «migalhães» (e que já antes vendia «banha da cobra»)

Nem sempre é bom ser como os 3 macaquinhos

Por onde se vai dizendo Não

Escolas que suspenderam o processo a que a senhora ministra chama «avaliação», revelando, assim, nada saber de educação. O que a senhora propõe é um modelo caótico de classificação, com critérios altamente subjectivos, visando, nitidamente, acabar com a qualidade da escola pública.
(Clique para aumentar)

Copiado daqui

Carta à Ministra Maria de Lurdes Rodrigues

(Para ouvir, deligue a telefonia, ao lado)

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

mais do mesmo....

Ainda não perdi a esperança de sermos notícia no estrangeiro por algo totalmente positivo....

Luttes au Portugal
Au Portugal, ces trois dernières années, le gouvernement Sócrates (PS), et la ministre de l’éducation, Maria de Lurdes Rodrigues, ont lancé plusieurs offensives contre l’école publique.
Les réformes ont provoqué une dégradation sans précédent de l’enseignement, et créé un profond mal-être chez les professeurs . Le 8 mars 2008, 100 000 enseignants (un sur trois) vêtus de noir en signe de deuil ont défilé dans les rues de Lisbonne. Ce fut le plus grand mouvement de protestation des enseignants qui ait jamais eu lieu au Portugal.
Cette manifestation a été le point culminant de semaines de lutte et de contestation nées au sein même des écoles contre les nouvelles modalités d’évaluation des enseignants, unanimement rejetées à cause de leur contenu irrationel et de leurs objectifs purement économiques. Ces modalités d’évaluation découlent du Statut de Carrière des enseignants, que le gouvernement a imposé contre la volonté des professeurs et qui a donné lieu a une énorme contestation.
Les centaines de rassemblements, manifestations, et “vigílias” qui ont précédé la mega-manifestation furent très souvent conduites par des groupes de professeurs qui s’étaient organisés à l’intérieur des établissements. Beaucoup de rendez-vous ont circulé anonymement par sms ou par internet. Ces mouvements de contestation de la base, nés en dehors des structures syndicales enseignantes, ont mis la pression sur les syndicats de professeurs.
Ce mécontentement est la réponse naturelle à des années de réformes économiques qui ont gravement mis en cause la qualité du travail enseignant, et qui ont contribué à la dégradation de l’école publique au Portugal. Ces réformes ont mené à la fermeture de nombreuses écoles , ont modifié la nature des programmes et ont réduit la participation des enseignants aux instances dirigeantes des établissements. L’enseignement spécialisé et l’enseignement artistique ont également subi de graves attaques, qui ont sérieusement mis à mal les principes de l’école pour tous (“inclusive”). Le plan qui est en marche vise au désengagement progressif de l’État du secteur éducatif pour le transférer aux municipalités et ouvrir ainsi la porte à une future privatisation de l’enseignement. Ce plan, qui a débuté par la remise aux collectivités locales de la gestion du parc scolaire, pour ensuite être éventuellement confiée a l’Eglise, menace maintenant d’être étendu aux travailleurs non-enseignants ainsi qu’aux professeurs eux- mêmes qui courent le risque de changer de ministère de tutelle et de perdre leurs droits . Un récent projet de loi ouvre la porte au passage des professeurs sous la dépendance des municipalités. (1)
Au Portugal le réseau public d’enseignement aurait perdu entre 16 et 23 000 enseignants ces trois dernières années.(2) Ces réductions ne sont pas causées par la diminution du nombre d’élèves, comme le gouvernement a voulu le faire croire, mais plutôt à la fermeture d’écoles et à l’augmentation des horaires de travail.
Le Plan de fermetures d’écoles mis en place dès l’entrée en fonctions du gouvernement Sócrates prévoyait de fermer environ 4000 écoles primaires jusqu’au terme de la législature en 2009 (3). Rien qu’au début de l’année scolaire 2006/2007, 1500 écoles ont été fermées, la fermeture de 900 écoles supplémentaires étant prévue pour l’année suivante. Ces fermetures touchent surtout les zones de l’intérieur nord et du centre du Portugal, déjà largement désertifiées et elles vont naturellement accentuer cette tendance. Les élèves des écoles primaires fermées sont aujourd’hui obligés de rester la journée entière loin de leur domicile et perdent de longues heures dans les transports. Le réseau de transports scolaires, dépendant des municipalités, fonctionne avec de graves déficiences. Des enfants très jeunes sont ainsi obligés d’utiliser les transports publics sans que la surveillance adéquate ne soit garantie, ce qui a déjà provoqué des morts.(4)
L’enseignement spécialisé (pour handicapés) est un autre secteur qui a subi des assauts qui ont mis en danger les principes de l’école « inclusive ». La disparition des Équipes de l’Éducation Spécialisée et de leurs coordinations régionales a laissé les enseignants du secteur isolés dans les écoles. Le gouvernement a imposé un plan de restructuration qui prévoit uniquement un soutien aux handicapés (déficients), laissant de côté des milliers d’élèves dyslexiques, hyperactifs et ayant des problèmes de comportement et d’apprentissage. Ceux-ci courent le risque de se perdre et d’être envoyés dans les “circuits alternatifs” perdant ainsi toute possibilité de progresser a l’intérieur du système éducatif.(5)(6)
L’enseignement artistique, qui était déjà le parent pauvre, n’a pas non plus été épargné par les réformes. À l’école primaire, il a même été retiré du programme obligatoire tout comme l’éducation physique. Ces activités sont maintenant inclues dans les “prolongement d’horaires” et laissées à des moniteurs sans qualification apropriée , engagés sous contract précaire et mal payés par les municipalités(7).
Le système éducatif Portugais se trouve donc dans une situation réellement préoccupante. Le profond mal-être causé par les réformes du gouvernement actuel et menées à bien par la ministre Maria de Lurdes Rodrigues lui font pleinement mériter son surnom de “ Sinistre Ministre”.
José António Antunes .


retirado daqui